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Mar em Porto Côvo |
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Mar em Porto Côvo |
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Máquina de moldagem de cera em funcionamento |
O Sr. Fábio Gonçalves molda cera de grande qualidade a preços bastante convidativos.
Neste blogue pretendo dar a conhecer o meu trabalho com as abelhas. Explicar algums procedimentos que utilizo e receber explicações sobre os mesmos. Pretendo que seja também uma forma de melhorar a minha apicultura. O meu obrigado por ter acedido o meu blogue.
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Mar em Porto Côvo |
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Mar em Porto Côvo |
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Máquina de moldagem de cera em funcionamento |
Foi na semana passada que detetei pela primeira vez vespas asiáticas no apiário de Vendas Novas. A primeira que vi, ainda pensei por momentos que fosse uma crabo. Mas não: tórax negro e patas amarelas, não deixaram espaço para dúvidas; era uma velutina (asiática). Estive toda a manhã no apiário a colocar cura contra a varroa e vi seis. Matei duas.
No caminho de regresso a casa, vim a pensar no problema "vespa velutina". O que fazer? Que opções? Por que razão só agora, em outubro, é que apareceram? Já tinha lido na net sobre a vespa velutina e tinha-me apercebido que os meses mais críticos para os apiários são os de verão: junho, julho, agosto e setembro. Então por que razão só em outubro é que dei por elas no apiário? Cheguei a uma conclusão: foram os abelharucos que as controlaram. Lembrei-me do bando que passou o verão junto ao apiário e que dava a debandada quando eu lá chegava.
Os abelharucos e as andorinhas foram-se embora na primeira quinzena de setembro. As velutinas deixaram de ter predadores à altura e começaram a prosperar. Passado um mês já as há em quantidade suficiente para que sejam detetáveis. Ainda não são muitas e como está a chegar o tempo mais frio, pode ser que este ano o estrago já não seja muito grande.
E é assim, os abelharucos, aves pelas quais não tinha qualquer consideração, devido ao estrago que provocam nos apiários, passaram a ser aliados desejados; inclusive se algum enxame ficava zanganeiro, a culpa caía sempre nos abelharucos: foram os abelharucos que paparam a mestra, dizia eu. Agora, nesta nova realidade, tornaram-se um aliado dos apicultores e das abelhas contra um mal deveras nefasto. Os abelharucos para mim, passaram de bestas a bestiais.
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Abelharucos |
Hoje à tarde voltei ao apiário de Vendas Novas. Fui reduzir as entradas das colmeias. Vi três vespas velutinas e uma crabo. Matei-as todas.
As abelhas estavam a trabalhar bem mas notei-as muito mais agressivas.
Uma vez que vem aí o frio, este ano já não vou tomar nenhuma ação contra as velutinas. Vou esperar que brevemente comecem a hibernar e desta forma desapareçam até ao próximo ano. De qualquer forma, cá por casa já estamos a consumir água de garrafa e de garrafão, para que em fevereiro de 2021, consiga colocar armadilhas em redor de todo o apiário para apanhar o maior número possível de fundadoras.
Li na net, que uma equipa de uma das nossas universidades, estava a fazer testes com uma ampola para fazer um cavalo de tróia. Alguém sabe se já estão a comercializar? Se sim, onde encomendar?
Por hoje é tudo.
Obrigado e volte sempre.
Estou a diversificar os produtos que extraio das minhas colmeias. Comecei a produzir própolis.
Já lá vão alguns anos em que decidi não voltar a colocar as alças em cima das colmeias, depois da cresta de final de primavera. O que recolhia de mel não compensava a perda enxames para a varroa. E também nunca consegui encontrar solução aceitável para ter as alças à espera que a cura da varroa fizesse o seu trabalho, sem que as alças se enchessem de traça e sem que a florada do cardo chegasse a meio. O dilema foi sempre o de colocar ou não as alças a partir de meados de julho e aproveitar toda a época do cardo vindima, ou tratar contra a varroa e não perder enxames. Nos últimos anos decidi pelo tratamento. Para além disso o mel do cardo cristaliza muito cedo e se vendido a frasco a particulares, trazia sempre algumas desconfianças e nunca me livrei de alguns comentários do tipo: "aquilo parecia mesmo açúcar. Acabámos por deitar fora". Muitas pessoas não sabem que o mel puro, dependendo da flora da qual é feito, pode cristalizar.
O resultado desta prática ao longo dos anos fez-me perceber, que as abelhas estão muito tempo sem produzir nada para quem lhe dá casa e conforto no inverno. Das várias opções possíveis, aquela que me permite conciliar a vida particular com a apicultura é a produção de própolis.
Para iniciar adquiri 15 grelhas e instalei-as na semana passada. Esta semana fui verificar se já tinham feito algum própolis. Tal como mel, também já verifiquei que há abelhas que produzem muito mais que outras.
Ficam algumas imagens.
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Uma parte do apiário de Vendas Novas |
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Outra parte do apiário de Vendas Novas |
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Campo de soagem |
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Abelha a trabalhar na soagem |
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Colmeia a precisar de 3ª meia alça |
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Colmeia já com a 3ª meia alça |