sábado, 26 de novembro de 2011

Decoração de frascos de mel em Biscuit

   No início do mês de Novembro, um colega de trabalho fez-me uma encomenda de frascos de mel superior ao tradicional um, dois frascos. Palavra puxa palavra... para que são os frascos? Não me diga que também anda a fazer cura do cato? Disse-me então que a esposa faz decoração de frascos de mel e compotas. 
   Mostrou-me um frasco decorado. A decoração fica engraçada pelo pormenor, pela cor e para mim, que tenho o passa tempo da apicultura, por ser mais uma atividade em que a apicultura se cruza com outra atividade e técnica.
Os frascos ficam assim:
Frascos de mel decorados segundo a técnica "Biscuit" ou
"Porcelana fina"

   Entrei em contato com a Dona Isaura, esposa do referido colega, que me explicou que esta decoração é feita segundo a técnica "Biscuit" ou "Porcelana fina". A massa para Biscuit, é uma mistura de amido de milho, cola branca, vaselina liquída e vinagre, que se pode fazer em casa. No entanto para facilitar as coisas, vende-se já feita nas casas da especialidade. A coloração da massa é feita através corantes próprios para Biscuit e as várias peças envolvidas na decoração, podem ser feitas à mão ou com a ajuda de moldes. Segundo a Dona Isaura, cada peça leva cerca de duas a três horas a decorar.
   Fica aqui mais um trabalho em que a apicultura se cruza com outras artes.

Obrigado por consultar o meu blogue.

sábado, 22 de outubro de 2011

Final do ano apícola 2011

   O maneio apícola em 2011 está quase a terminar. A cresta do mel do cardo no apiário de Vendas Novas já terminou  e só me falta crestar 3 colmeias do apiário de Setúbal, cada uma com sua alça. De qualquer forma a apicultura segue e o passatempo também, com a comercialização do mel.
   A produção de mel do cardo vindima no apiário de Vendas Novas este ano prometeu muito, mas foi uma desilusão. Apesar de ter havido muito cardo, a verdade é que a varroa também atacou como nunca tinha atacado. E isto já se sabe, trabalhar doente, custa muito mais ou pura e simplesmente não se trabalha. A produção sofreu bastante e pior que isso, o efectivo no apiário também. Fazendo o balanço entre mel que tirei (~400kg) e os enxames que perdi (15 em 55) rapidamente chego à conclusão que o esforço e as perdas de efectivo são demasiadas para o mel que tirei; deveria ter curado as abelhas contra a varroa e esquecer o mel do cardo. Viver para aprender.
   Por outro lado, no apiário de Setúbal a varroa não atacou e vou conseguir o que sempre tenho conseguido relativamente ao tratamento contra a varroa: uma só cura por ano, que este ano ocorreu no dia 15 de Janeiro. A maior parte dos enxames que apanhei na primavera ainda não os curei e depois da inspeção que fiz hoje também não os vou curar até ao inverno.
   O apiário de Setúbal tem agora 30 enxames, entre núcleos, colmeias e cortiços.

Apiário de Setúbal
 Os núcleos estão bastante fortes, cheios de abelhas, criação e mel. Vão ser utilizados (espero), para reforçar o efetivo do apiário de Vendas Novas na próxima primavera.


Núcleos de 7 e 4 quadros no apiário
de Setúbal

Núcleo de 7 quadros cheio de abelhas, mel e criação
Também as colmeias que me falta crestar, estão cheias de mel e bastante fortes. Ficam aqui fotos de uma delas a provar isso mesmo.
Colmeia por crestar. A alça está cheia de abelhas e mel.

Quadro cheio de mel pronto a crestar. É um
quadro da colmeia da foto anterior.
   Finalmente parece que vem aí a chuva e com ela o final do maneio apícola por este ano. Depois de crestar estas últimas colmeias, só as voltarei a abrir lá para Fevereiro. Só em caso de necessidade é que volto a abrir uma ou outra colmeia.
   No entanto o passatempo continua. É preciso comercializar o mel. Para mim é a parte mais aborrecida do passatempo em virtude de não me sentir com jeito nem arte para vendedor. Mas também não posso ficar com cerca de 1T de mel em casa, a ocupar espaço e vazilhame, sob pena de em 2 ou 3 anos não ter espaço para colocar tanto mel. Por outro lado também me custa entregar o mel por junto a preços que mal cobrem o custo do gasóleo. É que isto dá alguma despesa e muito trabalho. Com isto em mente, lá vou vendendo uns frascos aos vizinhos do prédio onde moro e a alguns colegas de trabalho. Por vezes encontro uma ou outra pessoa, a quem faço um preço especial e que me vende alguns frascos. Mesmo assim, para escoar a tonelada, tenho sempre que ir a quem me compra o mel por junto.
  Na comercialização que faço, utilizo frascos próprios com um pequeno rótulo e selo. No selo tenho a particularidade de dar alguma informação sobre as abelhas, tipo: "numa colmeia existem 3 tipos de abelhas: obreiras, zangãos e uma rainha". Este ano faço divulgação do meu blogue.
Fica a imagem.

Frasco de 1Kg de mel com rótulo e selo.

Se houver por aí alguém interessado nuns fracos de mel ou que queira vender alguns frascos, diga qualquer coisa. 
Por hoje é tudo.
Obrigado por consultar o meu blogue.

domingo, 14 de agosto de 2011

Em 2011 tudo é cardos

   A cresta de final da Primavera já lá vai. Para mim, a qualidade do mel foi na linha dos demais anos: excelente. A quantidade confirmou 2011 como um ano mediano; aqueles calores de Abril, foram os grandes responsáveis por as abelhas não terem feito mais mel.
   Depois da cresta voltei a colocar as meias alças nas colmeias, com o objectivo de as retirar em Setembro, cheias de mel do cardo. No entanto, este ano tive de fazer um compasso de espera e curar algumas colmeias mais atacadas pela varroa. Utilizei "Hive Clean" com excelentes resultados (voltarei a este tema em breve pois o produto, quanto a mim, merece ser divulgado).
   Em conversa com um apicultor de Santa Susana, sobre a quantidade e vigor de cardos vindima que há este ano, ficou-me no ouvido uma frase que este ano vem mesmo a propósito "... é a segunda Primavera aqui na nossa zona". E é mesmo, todo o Alentejo se encontra cheio de cardos vindima em flor. Este ano devido à chuva abundante que caiu no Inverno e depois em Maio, o cardo vindima nasceu bem, por todo o lado e com grande pujança. Veja-se esta imagem de uma encosta que durante a Primavera estava cheia de cardos pintassilgo e agora está cheia de cardos vindima em flor.
Encosta cheia de cardos vindima em flor
Esta encosta está por trás das minhas colmeias no apiário de Vendas Novas e já foi por mim colocada neste blogue na mensagem de 22 de Maio de 2011; nessa altura estava cheia de cardos pintassílgo.
A mesma encosta que em Maio estava cheia de cardos
pintassílgo.
   O cardo vindima, resposável por esta segunda Primavera na região do Alentejo. Dá polen e nectár em abundância e tem o seu período de floração que vai de fins de Julho a fins de Agosto. Para que a flor se mantenha, basta que durante a noite cai alguma humidade. Se por ventura, durante o mês de Agosto, vier algum dia com chuva, pronto acaba ali a flor do cardo vindima. As abelhas trabalham na flor destes cardos logo pela manhã. É vê-las a carregar polen e nectar.

Abelhas a entrar num cortiço
carregadas de polen do cardo

Abelhas a entrar num cortiço
carregadas de poeln (outra)











Abelha a recolher nectar e polen na
flor do cardo vindima
Abelha a recolher nectar e polen na
flor do cardo vindima (outra)












O cardo vindima produz um mel muito saboroso de cor clara. É um mel que cristaliza com muita facilidade. Logo que chegam os primeiros frios de Novembro, pronto, fica com a consistência da manteiga. Na comercialização é uma fonte de reclamações e desconfianças por parte de quem não sabe que o mel com o frio cistaliza.

Sem mais por hoje.
Obrigado por consultar o meu blogue.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cresta de 2011 - 2º dia

   O domingo passado foi mais um dia de "trabalho" intenso no apiário de Vendas Novas. Como é hábito o dia começou às 04:30 e só terminou por volta das 21:00.
   Decidi terminar a cresta deste apiário:

Apiário crestado no 2º dia de cresta de 2011
 Comecei a cresta pelas colmeias mais a cima na encosta, aquelas que nesta imagem se apresentam à direita.
O procedimento é o mesmo de sempre: retirar a contra-tampa, dar fumo, etc...
Abelhas na contra-tampa da colmeia
Colmeia crestada. Alça que estava
cheia ficou vazia.












E por vezes aparecem algumas colmeias cujas abelhas fazem mel por todo o lado. Agarram os favos à contra-tampa e unem os quadros da meia-alça aos do ninho. Esta colmeias são trabalhosas e demoram muito tempo a crestar.


Alça com os quadros cheios de mel
 
Quadro cheios de mel unidos por favos, aos quadros do
ninho.
Normalmente, quando estou a crestar uma colmeia como esta, interrompo o trabalho e passo para outra. O objectivo é dar tempo para que as abelhas comam todo o mel que fica na zona onde os favos se separam, por forma a não desperdiçar muito mel, matar o menor número possível de abelhas e fazer um trabalho mais limpo.
   Registei com agrado alguns comentários à minha mensagem anterior, sobre a minha forma de crestar versus outras menos trabalhosas e mais eficazes. Suscitou-me interesse o método denominado por "escapa abelhas Porter", com o qual é necessário, pelo que entendi, introduzir entre o ninho e as alças um escapa abelhas que só permite a passagem de abelhas num sentido. Tenho dúvidas que tal método funcione numa colmeia como esta. Para se introduzir o quer que seja, entre esta alça e o ninho, tem que se matar muitas abelhas e desperdiçar muito mel ... Como é que faria perante uma colmeia como esta?
Lá no fundo, apesar  destas colmeias serem as que dão mais trabalho, são estas que dão mais gozo e das quais se farão as mestras para introduzir nos núcleos e melhorar a productividade do apiário. Ficou registada de forma positiva.
   Este ano, por questões particulares, estou a fazer a cresta demasiado tarde. Normalmente tenho a cresta terminada no final da primeira quinzena de Julho. Nessa altura o mel já está maduro e permite-me aproveitar ao máximo a floração do cardo vindima. Este ano eu atrasei-me mas a mãe Natureza não; e o cardo já aí está. Este ano particularmente abundante, vigoroso e com bastante nectar e polen.
Cardo vindima em flor. Dá nectar e polen.
A partir das 9:00 até final da manhã é uma azáfama à entrada das colmeias. Muitas trazem as patitas cheias de polen amarelo em resultado do trabalho no cardo; outras parecem não trazer nada. Penso que trazem nectar.
Outras flores ainda se vão mantendo: é o caso do gaimão, cuja flor ainda resiste.

Abelha a trabalhar na flor do gaimão
 Numa inspecção rápida a duas ou três colmeias crestadas no ínicio do mês, nas quais voltei a colocar uma alça vazia, verifiquei que os quadros já estão cheios de mel do cardo, capazes de uma nova cresta. Se o tempo vier a jeito (que não apareça chuva em Agosto e que durante a noite cai alguma humidade) a cresta de mel do cardo em Setembro pode vir a ser muito boa.
E pronto, foi assim o 2º dia de cresta de 2011:

Resultado do 2º dia de cresta de 2011
Por hoje é tudo.
Obrigado por visitar o meu blogue e comentar as minhas práticas apícolas.

sábado, 2 de julho de 2011

Cresta de 2011 - 1º dia

   Hoje iniciei a cresta de 2011. O dia começou cedo; às 04:30 já estava a pé para ir buscar o meu pai e seguirmos para Vendas Novas. Chegámos ao apiário por volta das 06:30. Inicío sempre a cresta logo ao nascer do dia, pois nesta época, devido a calor intenso, só dá para trabalhar até meio da manhã.  
  Na esperança de encontrar motivação para toda a cresta decidi-me começar pelo apiário mais pequeno, mas com maior número de alças por colmeia.
Começei por aqui:

Depois carreguei o material para junto das colmeias e iniciei a cresta propriamente dita. O material que utilizo é extremamente rudimentar: fumigador, saca quadros, faca, escova, carro de mão e uma alça vazia para ir pondo os quadros da colmeia a crestar.
Material para cresta junto à 1ª
colmeia a crestar

Retirar a contra-tampa e dar um
pouco de fumo

Retirar os quadros com o saca quadros. Retirar as abelhas
com a escova e passar para a alça vazia.
E lá foi seguindo a cresta... depois da primeira colmeia a segunda e o procedimento repete-se.
2ª colmeia que crestei. Estava bem
composta de mel.
 














Quadro com 1 kg de mel
Após a cresta das duas primeiras colmeias verifiquei logo que esta cresta não vai ser tão boa como, por exemplo, a do ano passado. Ambas as colmeias apresentavam criação na alça junto ao ninho. Tive que lhes deixar a alça com a referida criação. Em duas colmeias, das quais esperava retirar 4 alças cheias de mel, acabei por retirar só duas e mais 3 ou 4 quadros das pontas, que não apresentavam criação.
   Neste apiário uma das colmeias com 3 alças, tinha-as completamente cheias e sem criação. Fica uma imagem do ninho cheio de abelhas mas já sem as alças por cima.
Colmeia que inha 3 alças depois da cresta. Cheia de abelhas.
 Após a cresta as colmeias ficaram assim: cheias de abelhas fora da colmeia.
Colmeia após cresta com muitas abelhas na entrada.
Depois deste apiário seguiu-se outro com mais colmeias.
2º apiário que crestei
O processo foi o mesmo mas aqui deu para inspeccionar uma colmeia outra, para avaliar o grau de infestação por parte da varroa. Há diferenças significativas, com algumas colmeias completamente limpas e outras já com abelhas com as asas atrofiadas.
Quadro com criação de uma colmeia livre de varroas a
olho nú.
Por volta das 10:30, já com um calor bastante intenso, o regresso a casa. O carro ficou carregado assim:
Carro carregado com 14 meias alças razoavelmente compostas
de mel.
Em casa a cresta continua. Agora é necessário retirar o mel dos quadros e armazená-lo.
Mais uma vez o material que utilizo é rudimetar: um extrator manual, facas, balde e recipientes para colocar  a cera dos opérculos e o mel.
Bidon em aço inox para
200Kg de mel

Extrator manual e balde
para mel

As alças que resultaram deste 1º dia de cresta.
Alças retiradas no 1º dia de cresta de 2011
O trabalho segue, agora é retirar os oérculos dos quadros (película de cera que sela o mel no interior dos favos)
Quadro pronto para ser
desopérculado
Quadro a ser desopérculado


Depois de retirados os opérculos aos quadros, o mel está pronto a ser retirado dos favos com o auxílio do extrator. O mel sai dos favos por centrifugação.
3 quadros no interior do extrator. Agora é só dar à manivela.
Depois de dar à manivela o mel começa a escorrer para o balde.
Mel a sair do extrator.
Este ano, mais uma vez o mel deste apiário é bastante claro, bem apaladado e doce.

Depois do balde cheio o mel é despejado para o bidão de inox.
E foi assim. Posso agora afirmar que é um ano mediano em termos de quantidade de mel.
Obrigado por consultar o meu blogue.






domingo, 12 de junho de 2011

Trabalho nas ervas aromáticas

Nas últimas semanas as tarefas apícolas diminuiram de uma forma significativa; a época de enxameação acabou e as grandes floradas de Primavera também já perderam todo o seu fulgor, restando apenas algumas plantas em flor que vão dando para manter as colmeias. Diz-me também a experiência, que antes da cresta não convém mexer muito nas abelhas evitando que elas comam o mel, o que também contribui para este acalmar da actividade.
   Algumas plantas silvestres que se encontram em flor nesta altura, na região de Vendas Novas e que encontrei este fim de semana foram: o poejo, os oregãos, as silvas e uma planta que por ali lhe chamam gaimão.

Poejo em flor

Oregãos em flor











Silva em flor
Gaimão em flor
Numa visita rápida ao apiário de Vendas Novas, deu para ver que as colmeias estão bastante fortes e com muitas abelhas, o que faz adivinhar uma boa cresta. Vamos a ver...
Vista parcial do apiário de Vendas
Novas
Colmeia com muitas abelhas














As próximas semanas vão ser de preparação para a cresta que se irá iniciar em breve.

Obrigado por consultar o meu blogue.

domingo, 22 de maio de 2011

Cardo -5 Soagem -1

   Maio já vai avançado, mas as terras continuam com humidade suficiente para manter os campos cobertos de flores. Este ano, contrariamente a todos os outros de que tenho memória, na região de Vendas Novas e mesmo de Setúbal, há muito mais cardo nos campos do que soagem. Em teoria este deveria ter sido um ano de muita soagem em virtude da chuva regular dos meses de Fevereiro e Março. No entanto, penso que a falta de chuva e o calor que fez nas primeiras 3 semanas da Abril, deitaram por terra muito do que de bom os meses anteriores tinham feito. A soagem foi a planta que mais sofreu; campos que noutros anos estão cobertos de lilás apresentam este ano tufos de soagem aqui e além. Quem lucrou com tudo isto foi o cardo, que este ano aparece por todo o lado e com grande abundância. Como tem chuvido a planta apresenta-se com nectar em abundância e as abelhas têm trabalhado com afinco.
Campo coberto de cardo em flor
Campo cheio de cardo em flor e várias
flores silvestres











Abelha a recolher nectar na flor do
cardo
Abelha a recolher nectar na flor do
cardo











   Com esta abundância de nectar as colmeias estão bem compostas de mel e adivinha-se um ano satisfatório em termos de mel. Eu pessoalmente já não tenho mais alças para colocar por cima dos ninhos e salvo algumas excepções estão quase todas como estas nas imagens seguintes.
Segunda alça cheia de
abelhas e mel
Da mesma alça um quadro
cheio de mel todo operculado














Quadro cheio de mel todo operculado pronto para a cresta
   Pela amostra o cardo produz um mel claro à semelhança do rosmaninho e da soagem. O paladar é excelente.
   Hoje no apiário de Vendas Novas estive a passar alguns enxames que estavam em núcleos, para ninhos lusitanos. Já não tenho mais ninhos. Uma grande parte dos enxames em núcleos vão mesmo ficar nos núcleos. Não tenho mais material e também não vou investir mais. Estive também a passar algumas meias-alças que estavam vazias em colmeias mais fracas e que por certo noutras mais fortes ainda vão encher até à cresta. Como resultado de todo o trabalho que tenho tido, o apíário está a ficar composto.

Vista parcial do apiário de Vendas Novas
Verifico também que algum trabalho que tenho vindo a fazer na selecção de rainhas está a começar a dar os seus frutos. Praticamente deixei de ter colmeias com a doença "larva cor de giz" e os enxames parece apresentarem boa resistência à varroa, pois só fiz a cura de 15 de Janeiro e as colmeias apresentam-se, pelo menos a olho nu, livres de varroas e de abelhas com as asas atrofiadas.

    Relativamente à apanha de enxames, posso dizer que na região de Setúbal tem sido um ano normal e se não me falham as contas já apanhei 12, tendo vindo a apanhar enxames nos dias seguintes à queda de chuva. Em Vendas Novas tem sido pior, tendo apanhado até agora somente um enxame. Foi meter-se num cortiço.
Sem mais por hoje.
Obrigado por consultar o meu blog.