sábado, 28 de fevereiro de 2015

A sul temos vento nos salgueiros

   A sul do Tejo, os apicultores pedem a São Pedro uma semanita de chuva. Na verdade este 2015 tem vindo seco, frio e ventoso. O vento tem soprado forte, frio e quase de forma continua. Está a ficar tudo seco e as abelhas demoram em arrancar.
  Numa destas tardes decidi ir ao campo ver como estão os salgueiros. Já estão floridos e com muita abelha a recolher polen. Ficam as imagens.
Salgueiro em flor

Salgueiro em flor

Salgueiro em flor
   O meu deambular pelos campos levou-me a uma barragem que para mim foi palco de grandes pescarias às carpas. Foi nesta barragem que apanhei a maior carpa que pesquei até hoje, com 3Kg. A barragem está cheia e em redor existem salgueiros em flor por todo o lado.

Barragem da Defesa Grande. Ao fundo grandes salgueiros.

Barragem da Defesa Grande. Nas margens grandes salgueiros.

Salgueiros na margem da barragem.

Aspecto geral da barragem da Defesa Grande

Muro térreo da barragem também coberto de salgueiros em flor.
Diz-se por ali que nesta zona, junto ao muro, a profundidade
chega aos 20m. 

Queda de água que se escapa pelo ladrão da barragem.
 Voltando à apicultura...
 Porque a procura de enxames é muita, este ano decidi fazer desdobramentos o mais cedo possível. Estou para isso a alimentar alguns núcleos desde janeiro, para que estejam prontos para desdobrar, agora no início de março. Estou a alimentar com xarope de açúcar + Apimida. Estão extremamente fortes e assim que o tempo aqueça mais um pouco vou fazer os desdobramentos.


Núcleos com alça e alimentador no topo.

5 núcleos com alça e alimentador no topo.
E pronto por hoje é tudo. 
Volte sempre.
   

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

2014 - balanço final

   Em jeito de balanço final, no que toca à apicultura, 2014 para mim resume-se como um ano positivo em todo os aspetos com exceção da produção de mel. Felizmente não tive nenhum acidente, não me roubaram colmeias e também não me morreram muitos enxames; até ao momento morreram-me 2 num universo de 66. A produção de mel foi sem dúvida o aspeto menos neste ano. As temperaturas baixas em abril e o vento forte de maio e junho deitaram tudo a perder. Alguns enxames nem subiram às alças, quanto mais fazer mel. 
     E pronto, como o tempo não para, em termos apícolas 2014 já lá vai; agora já só penso em 2015. 

    Para já o ano apícola de 2015 está a prometer. As terras estão cheias de "sangue", a floração é abundante, com a erva azeda a pintar os campos de amarelo e os eucaliptos carregados de flor. O Alentejo é por estes dias de dezembro, com o sol a brilhar, pouco vento e temperaturas agradáveis para a época, um autêntico jardim. Vejam-se a imagens que tirei neste domingo 21 de dezembro.

Campo coberto de erva azeda e margaça

Campo coberto de erva azeda e margaça.

Campo coberto de margaça

Campo coberto de erva azeda
Com tanta abundância as abelhas trabalham com afinco e as mestras já começam a aumentar a postura. Sem dúvida que o período de menor quantidade de criação na colmeia já passou. Agora, se o tempo vier a jeito, é sempre a aumentar. O meu apiário de Vendas Novas está a começar a recompôr-se novamente. Ao final da manhã, as entradas das colmeias estão cheias de abelhas e muitas chegam carregadas de polen, indiciando a presença de criação no interior.
Vista parcial do apiário de Vendas Novas

Vista parcial do apiário de Vendas Novas outra

Enxame forte com as abelhas a carregar bastante polen

Enxame forte com as abelhas a carregar bastante polen

Entrada de muitas abelhas carregadas de polen

Deixo-vos agora a imagem de uma tangerineira, na qual as abelhas fizeram um bom trabalho de polinização.

Tangerineira carregada de tangerinas
E pronto, por hoje é tudo. 
Ficam os meus votos de um Santo e Feliz Natal e próspero 2015 para todos.
Volte sempre.

domingo, 10 de agosto de 2014

Apicultura em agosto de 2014

    Estamos na força do cardo. Depois de uma paragem de cerca de um mês e meio, entre meados de junho  e finais de julho, por falta de flora, as abelhas voltaram à azáfama para encher as colmeias de pólen e néctar. É o cardo o responsável, que este ano é abundante e parece ter vigor para alimentar as abelhas. Nós, os apaixonados pela apicultura,  ficamos tempo sem conta a observar a entrada das colmeias e a registar a quantidade de abelhas que regressam, com as patitas cheias de pólen. Na época do cardo esta observação é especial porque a percentagem de abelhas que chegam carregadas é muito elevada. Ficam as imagens.
Entrada de colmeia no apiário de Vendas Novas

Abelhas carregadas de pólen do cardo a entrar na colmeia.

Abelhas carregadas de pólen do cardo a entrar na colmeia. 

Abelhas carregadas de pólen do cardo a entrar na colmeia.
   Nas colmeias e núcleos mais fortes, a entrada de pólen e néctar preenche os espaços que estavam vazios. Se não há espaço no interior da colmeia, as abelhas têm que vir para fora. Com o calor a apertar forma-se à entrada das colmeias aquilo que se designa por "barba". A imagem seguinte é um bom exemplo de um núcleo com "barba".
Núcleo com "barba".

Várias colmeias e núcleos com "barba".
 Deixo-vos agora algumas imagens que de alguma forma estão relacionadas com a apicultura e que me pareceram fazer sentido neste blog.

A primeira trata-se de uma macieira carregada de maçãs. É uma macieira que dá maçãs riscadinhas, também conhecida por maçã cunha. Este é um ano de particular abundância aqui na região de Setúbal e Palmela. Está ligada à apicultura pela polinização feitas pelas abelhas quando a árvore estava em flor.
Macieira cunha carregada de maçãs.
A segunda e terceira, trata-se de uma trepadeira (não sei o nome) que dá flor de maio a outubro, da qual as abelhas parecem gostar bastante. Desde manhã cedo até ao entardecer é um sem número de abelhas a recolher pólen e néctar nas flores desta planta.
Trepadeira com bastante interesse apícola.

 Trepadeira com bastante interesse apícola.
A quarta é uma courget, cujas flores são visitadas pelas abelhas logo pela manhã para recolher pólen e néctar (penso).
Courget.
E pronto por hoje é tudo. Espero que goste e volte sempre. Se lhe parecer oportuno adicionar algum comentário construtivo não hesite; por exemplo dizer-me qual o nome da trepadeira ...

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Cresta de 2014 no apiário de Vendas Novas

    Após alguns meses em que não coloquei nenhuma mensagem no blog, aqui estou eu novamente para relatar como está a decorrer a cresta de 2014 no apiário de Vendas Novas. 
     O ano, em termos meteorológicos, tem sido péssimo para a apicultura.  A primavera foi fria, seca e muito ventosa, o que  levou a que os enxames fossem poucos e pequenos. Muitos desdobramentos não vingaram devido aos dias frios e ventosos da primavera. Muitas princesas, pura e simplesmente não saíram para a fecundação; algumas quando saíram, já o timing ideal tinha passado. Ficaram com postura fraca e muito irregular. 
      Relativamente ao mel e até porque a soagem nos campos era abundante, tive esperança de que o ano seria bom. Enganei-me. A soagem, para produzir nectar, precisa de humidade e temperaturas amenas. Normalmente a margia que cai durante a noite, no mês de maio, é suficiente para dar vigor às plantas. O problema é que o vento intenso de dia e de noite tudo secou e o nectar foi escasso. Em conclusão o mel é pouco.
       A cresta tem decorrido como habitual; os procedimentos são os mesmos: levantar cedo, deslocar-me para o apiário, crestar até cerca das 11 horas (a partir desta hora o calor é demasiado intenso) e regressar a casa. Este ano tenho conseguido crestar mais colmeias por dia, em virtude de muitas alças apresentarem mel só nos quadros do centro. Por outro lado, algumas colmeias estão muito boas. Penso que são colmeias com mestras novas; é única explicação que encontro.
Ficam as imagens.
Meia alça com 8 quadros bem compostos de mel.

Quadro cheio de mel já operculado (com camada de cera a
cobrir o mel que está no favo)

Quadro cheio de mel (pormenor)

Meia alça quase vazia durante a cresta.
Só falta retirar 2 quadros.
    A meio da manhã notei que as abelhas estavam a carregar polen de cor laranja bastante intensa. Na imagem seguinte pode ver-se uma abelha a chegar à colmeia carregada com o referido polen.
Entrada de uma colmeia com proteção para evitar a entrada
de ratos, cetónias, etc...
 O referido polen é deste cardo, que nesta altura está em flor e existe em abundância junto do apiário.
Cardo em flor

Abelha a recolher polen no cardo

Abelha a recolher polen no cardo
A confirmar a instabilidade climatérica deste ano, enquanto escrevo esta mensagem, chove em Setúbal. Estava a planear terminar a cresta este sábado, dia 19 de Julho, mas com o tempo assim tenho que adiar.
E pronto, por hoje é tudo. Volte sempre.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Aprender da pior maneira - com os erros (transporte de colmeias)

    Há vários anos que transporto colmeias de um lado para o outro com sucesso relativo; morrem-me muitas mestras, em particular das colmeias mais fortes. Na memória tenho alguns casos de movimentação de enxames fortíssimos aqui de Setúbal para o apiário de Vendas Novas, em que na inspeção seguinte, passadas algumas semanas, verifiquei que o enxame estava sem abelha mestra. A última vez que isto me sucedeu, foi em julho deste ano com um enxame que apanhei perto de Grândola. Quando cheguei ao local onde estava a colmeia (núcleo de 7 quadros), para a transportar para Setúbal, deparei-me com um exame muito forte, com abelhas a cobrirem toda a parte da frente da colmeia. Esperei pelo anoitecer e coloquei uma esponja a tapar a entrada. Quando peguei na colmeia, para a movimentar verifiquei que estava pesadíssima. Tive dificuldade em transporta-la para o carro. O enxame tinha todos os indícios de estar saudável. Trouxe-o para Setúbal. Passadas 2 semanas notei que o enxame estava a enfraquecer. Abri-o e verifiquei que tinha vários alvéolos de abelha mestra. Mais uma vez estava prestes a perder uma colmeia forte. Concluí que estava a cometer algum erro no transporte das colmeias.
  Em conversa com outros apicultores, concluí que o problema é a falta de ventilação; muito possivelmente as mestas morrem por sobreaquecimento ou falta de oxigénio. Passei a transportar as colmeias com ventilação pela entrada. Desde então já transportei 5 enxames com sucesso. Ficam as imagens.
 
MÉTODO ERRADO (colmeia sem ventilação)

 

Colmeia / núcleo preparado para transporte. Sem ventilação.
Entrada tapada com esponja que dificulta a entrada de ar.
Procedimento errado.

 
 
MÉTODO CORRETO (colmeia com ventilação pela entrada)
 

Colmeia / núcleo preparado para transporte. Com ventilação
na entrada.
Entrada tapada com régua furada que permite a entrada de oxigénio.
Procedimento correto. 
 
  Para melhorar a ventilação durante o transporte de colmeias e núcleos, para além de fechar a entrada das colmeias com régua perfurada, estou pensar construir contra tampas em rede de malha de 3mm. Desta forma não vai haver qualquer problema de sobreaquecimento ou falta de oxigénio.
 
E é assim, a aprender com os erros vai-se melhorando passo a passo.
Um Bom 2014 para todos.
 




domingo, 21 de julho de 2013

Terminada a cresta segue-se o almoço da praxe

   A cresta de 2013 já lá vai. À semelhança do que fiz no ano passado, não voltei a colocar as alças por cima das colmeias para que fizessem mel do cardo vindima (embora se adivinhe um ano extraordinário deste tipo de cardo). O mel que se recolhe não compensa a perda de enxames devido à impossibilidade de os curar contra a varroa. Assim sendo, não há mais cresta em 2013.
   Como vem sendo hábito, para comemorar o final da cresta, ofereço aos participantes um almoço. Desta vez fomos até Santa Susana almoçar no restaurante Sarah. Cada um escolhe o que quer: feijoada, polvo à lagareiro, bacalhau à casa... Ficam as imagens.
Feijoada de porco preto
Polvo à lagareiro
    Desta vez a minha esposa preparou-me uma surpresa, feita e decorada por ela própria. Ofereceu-me um bolo alusivo ao momento e ao propósito do almoço. Ficam as imagens:






Adicionar legenda
Estava tudo muito bom.
E pronto foi a cresta de 2013.
Obrigado por consultar o meu blogue e volte sempre.
 
 

 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cresta 2013 - Depois da tempestade a bonança

   Começei no passado dia 16 de junho a cresta de 2013.
   Após um inverno chuvoso, em que foi preciso alimentar as colmeias para não morrerem de fome; um abril seco, durante o qual vaticinei um ano bera para a produção de mel, eis que a natureza retribui com um ano de abundância. Na verdade, contra todas as minhas expetativas, fui encontrar as colmeias completamente cheias de abelhas e mel. Há mel por todo o lado: entre os quadros e a contra tampa, entre os quadros e as laterais das alças... e os quadros estão completamente cheios. Ficam as imagens bem sugestivas do que tem sido a cresta de 2013.
 
Vista parcial do apiário

Vista parcial do apiário (outra)

1ª colmeia crestada. Este foi o cenário com o qual deparei
quando abri a primeira colmeia.

Todas as outras estavam iguais. Há mel por todo o lado.

As diferenças são poucas. Estão todas cheias.

Plano de pormenor do espaço entre a contra tampa e os
quadros. É só mel e abelhas.

As alças retiradas já colocadas no carro.

Mais uma alça completamete cheia de mel.

Quadro cheio de mel a ser desoperculado. Após retirar a
fina camada de cera, os quadros vão para a centrifugadora.

Vista de pormenor de um quadro. Veja-se a quantidade de
mel que fizeram para além da trave do quadro; são cerca
de 2cm para além da trave.
Por outro lado veja-se também a cor do mel, bastante claro e finissímo.
Embora nas fotos não consiga fazer passar o sabor, posso afirmar que as abelhas não se enganaram na receita e fizeram um mel bastante doce.
 
Por hoje é tudo.
Obrigado por consultar o meu blogue. Volte sempre.